Sem-Peixe — MG · CNS 138594

Ofício de Registro Civil e Tabelionato de Notas

Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais

Ofício de Registro Civil e Tabelionato de Notas é uma serventia extrajudicial do município de Sem-Peixe (MG), com as atribuições de Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais. Seu código no Cadastro Nacional de Serventias (CNS) é 138594.

A situação jurídica registrada no CNJ é vago, com Elisio Sabino como responsável.

No 1º semestre de 2026 declarou ao CNJ arrecadação de R$ 45.632 em 3.120 atos, 9,0% abaixo do mesmo semestre de 2025.

Sem-Peixe tem 2.400 habitantes (IBGE, 2026) e 1 serventia ativa no cadastro.

R$ 45,6 mil
Arrecadação — 1S2026
R$ 45.632, declarada ao CNJ
3.120
Atos — 1S2026
3.120
-9,0%
Contra o ano anterior
1S2026 sobre 1S2025

Cadastro

CNS
138594
Atribuições
Tabelionato de Notas; Registro Civil das Pessoas Naturais
Situação
Ativa — vago
Responsável
Elisio Sabino
Substituto
Barbara Micaele da Silva
Endereço
Rua Jose Antonio do Nascimento — Centro
CEP
35441-000
Município
Sem-Peixe — Minas Gerais
Telefone
(31) 99707-9450
CNPJ
21.155.031/0001-91
Instalação
10/01/1897
Informatizada
Não
Equipe
2 pessoas (1 CLT, 1 estatutários)

Arrecadação por semestre

Valores declarados pela serventia ao CNJ no Justiça Aberta, em reais correntes (sem correção pela inflação).

SemestreArrecadaçãoAtosRepassesAo delegatário
1º semestre de 2026R$ 45.6323.120R$ 0R$ 45.632
2º semestre de 2025R$ 57.6154.457R$ 44.774R$ 12.840
1º semestre de 2025R$ 50.1343.282R$ 3.180R$ 46.954
2º semestre de 2024R$ 52.8531.942R$ 31.305R$ 21.548
1º semestre de 2024R$ 73.3772.438R$ 4.422R$ 68.955
2º semestre de 2023R$ 103.44610.732R$ 31.142R$ 72.304
1º semestre de 2023R$ 49.0922.174R$ 27.775R$ 21.317
2º semestre de 2022R$ 119.36910.732R$ 6.301R$ 113.068
1º semestre de 2022R$ 74.0996.798R$ 2.100R$ 71.999
2º semestre de 2021R$ 57.1314.074R$ 0R$ 57.131
1º semestre de 2021R$ 48.6563.048R$ 0R$ 48.656
2º semestre de 2020R$ 20.4671.842R$ 0R$ 20.467
1º semestre de 2020R$ 45.645499R$ 0R$ 45.645
2º semestre de 2019R$ 45.5803.456R$ 2.876R$ 42.703
1º semestre de 2019R$ 43.4153.138R$ 2.899R$ 40.516
2º semestre de 2018R$ 32.8302.245R$ 2.917R$ 29.913
1º semestre de 2018R$ 47.1553.201R$ 3.894R$ 43.261
2º semestre de 2017R$ 43.9813.140R$ 1.658R$ 42.323
1º semestre de 2017R$ 30.8392.604R$ 3.280R$ 27.560
2º semestre de 2016R$ 30.2032.450R$ 3.458R$ 26.745
1º semestre de 2016R$ 42.1164.015R$ 2.103R$ 40.013
2º semestre de 2015R$ 17.3531.990R$ 13.155R$ 4.198
1º semestre de 2015R$ 20.1802.068R$ 1.219R$ 18.960
2º semestre de 2014R$ 40.2523.304R$ 5.223R$ 35.029
1º semestre de 2014R$ 26.2282.745R$ 1.325R$ 24.903
2º semestre de 2013R$ 22.9122.040R$ 0R$ 22.912
1º semestre de 2013R$ 22.6921.846R$ 0R$ 22.692
2º semestre de 2012R$ 18.8701.648R$ 0R$ 18.870
1º semestre de 2012R$ 15.4521.306R$ 0R$ 15.452
2º semestre de 2011R$ 22.2871.910R$ 0R$ 22.287
1º semestre de 2011R$ 23.4861.829R$ 0R$ 23.486
2º semestre de 2010R$ 8.068970R$ 0R$ 8.068
1º semestre de 2010R$ 15.0701.442R$ 0R$ 15.070
2º semestre de 2009R$ 5.3481.227R$ 0R$ 5.348
1º semestre de 2009R$ 12.492890R$ 0R$ 12.492
2º semestre de 2008R$ 16.386785R$ 0R$ 16.386
1º semestre de 2008R$ 14.211180R$ 0R$ 14.211
2º semestre de 2007R$ 13.189858R$ 0R$ 13.189
1º semestre de 2007R$ 12.621684R$ 0R$ 12.621
2º semestre de 2006R$ 25.5551.112R$ 0R$ 25.555
2º semestre de 2005R$ 13.341422R$ 0R$ 13.341

Decisões sobre a delegação

  • 12/07/2010 · VAGO
    Trata-se de impugnação contra a inclusão da serventia extrajudicial da qual o requerente é responsável na Relação Provisória das serventias extrajudiciais consideradas vagas, conforme disposto no art. 2º da Resolução 80 do Conselho Nacional de Justiça. Alega a nulidade da declaração de vacância, por deficiência de fundamentação. É o relatório. O interessado argumenta que os atos necessários ao cumprimento da Resolução nº 80, do CNJ, não figuram como competência deste Conselho Nacional de Justiça. Dispõe a Constituição Federal no art. 103-B, § 4º: “II - zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União III - receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa”, Não há como negar que os atos que conduziram os interessados à titularidade dos serviços extrajudiciais são atos administrativos, e que, portanto, a decisão impugnada não possui vícios, pois prolatada observando-se a estrita competência deste Órgão para o cumprimento de mandamento constitucional, em especial ao princípio da impessoalidade. Rejeito, portanto, a preliminar. Não procede a alegação de nulidade da declaração de vacância, por deficiência de fundamentação. Isso porque a declaração de nulidade do ato de designação da titularidade da serventia extrajudicial dar-se-á por decisão suficientemente fundamentada, à vista de eventual impugnação do interessado e documentos coligidos, inclusive pelo Tribunal de Justiça a que vinculada a serventia. O interessado requer a aplicação do art. 54 da Lei nº 9.784/99, que define o prazo-limite de 5 anos para que a Administração possa anular os atos administrativos. O prazo previsto no artigo 54 da Lei n. 9.784/1999 não se aplica para a declaração de nulidade de ato administrativo ilegal, mas tão somente aos atos anuláveis. Há reiteradas decisões do C. Supremo Tribunal Federal no sentido de que na atual ordem constitucional a investidura na titularidade de unidade do serviço extrajudicial, cuja vacância tenha ocorrido após a promulgação da Constituição Federal de 1988, depende da realização de concurso público para fins específicos de delegação, inexistindo direito adquirido ao que dispunha o artigo 208 da Constituição Federal de 1967, na redação da EC 22/1982, quando a vaga ocorreu já na vigência da Constituição Federal de 1988 (RE 182641, 378347 e 566314, MS 27118 e 27104, Agravos de Instrumento 516427 e 743906, ADI 417-4, 363-1 e ADI/MC 4140-1, dentre outros). Portanto, a titularização em um serviço extrajudicial vago após a vigência da Constituição federal de 1.988, de pessoa que não prestou concurso público regular, é ato que se dá em clara afronta ao princípio republicano da impessoalidade e ao princípio da estrita legalidade administrativa. Pela intensidade do vício, a transformação do interino em titular de um serviço extrajudicial é ato nulo e não simplesmente anulável Oswaldo Aranha Bandeira de Mello, em sua obra "Princípios Gerais de Direito Administrativo", Forense, vol. I, 1ª edição, 1969, p. 576/579, traz a seguinte lição quanto à diferenciação entre atos administrativos nulos e anuláveis: "A invalidade decorre sempre da violação de uma norma jurídica, que faz acarretar essa conseqüência. Pressupõe a prática de ato administrativo contrário à lei, tendo em vista fatos contemporâneos à sua emanação, e, então, os seus efeitos ficam perturbados, ante essa anormalidade...` “Será nulo quanto à capacidade da pessoa se praticado o ato por pessoa jurídica sem atribuição, por órgão absolutamente incompetente, ou por agente usurpador da função. Será nulo quanto ao objeto, se ilícito ou impossível por ofensa frontal à lei, ou nele se verifique o exercício de direito de modo abusivo... Ao contrário, será simplesmente anulável, quanto à capacidade da pessoa, se praticado por agente incompetente, dentro do mesmo órgão especializado, uma vez o ato caiba, na hierarquia, ao superior. Outrossim, será tão-somente anulável o que padeça de vício de vontade decorrente de erro, dolo, coação moral ou simulação." Assim, designação posterior a 05 de outubro de 1988, que não seja decorrente de concurso público regular, só pode ter ocorrido a título precário, pouco importando o nome que lhe foi atribuído. Ainda que se entendesse que o ato irregular aqui analisado é anulável, há que se observar que a parte final do art. 54 da lei 9.784/1999 exclui os atos de má fé da proteção caracterizada pela decadência. A alteração do caráter da designação, de precária para definitiva, conforme pretende aquele que só pode ser considerado interino, caracteriza má fé incompatível com o princípio da segurança jurídica, cujo fundamento é proteger a confiança que se deposita no direito e no que é direito. O prazo decadencial de 05 anos para o desfazimento da irregularidade, portanto, tem por termo inicial o momento em que foi caracterizada a inversão do ânimo da posse por aquele que se julga “dono do cartório”, ou seja, a partir do momento em que o interino revelou, nesta impugnação, verdadeiro animus domini sobre serviço público que após a vigência da CF/1988 somente pode ser delegado por concurso público. O serviço pertence ao Estado e não a um particular nomeado com inobservância ao princípio da impessoalidade. A Ministra Ellen Gracie no MS28386 MC / DF, publicado em 01.12.2009, ressalva que “situações flagrantemente inconstitucionais como a remoção, por permuta entre notários e/ou registradores, sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/99, sob pena de subversão das determinações insertas na Lei Maior do País, a Constituição Federal.”. Ademais, o novo Regimento Inte o do CNJ, que tem por fundamento o § 2º do Art. 5º da EC 45/2004, ressalva expressamente a inaplicabilidade do prazo decadencial de cinco anos quando o ato examinado afrontar diretamente a Constituição Federal (RICNJ, art. 91, parágrafo único). Pelo exposto, rejeito a prejudicial. Sem razão no mérito. Senão, vejamos. Da documentação acostada à impugnação, constata-se que o interessado foi investido interinamente nas funções de Oficial do Registro Civil das Pessoas Naturais e Notas em Sem Peixe-MG, em 24 de outubro de 1985. A irresignação está embasada no art. 208 da Constituição Federal de 1967, com a redação da Emenda nº 22/82: "Art. 208 - Fica assegurado aos substitutos das serventias extrajudiciais e do foro judicial, na vacância, a efetivação, no cargo de titular, desde que, investidos na forma da lei, contém ou venham a contar cinco (5) anos de exercício nessa condição e na mesma serventia, até 31 de dezembro de 1983." Sobreveio a promulgação da atual Constituição Federal, em outubro de 1988, modificando a situação, com a seguinte disposição: "Art. 236 - Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público. (....) Parágrafo 3º - O ingresso na atividade notarial depende de concurso público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou remoção, por mais de seis meses." Nos termos da redação conferida pela Emenda Constitucional 22/82 estabeleceu-se os seguintes requisitos para que se aperfeiçoasse o direito do oficial substituto à efetivação na titularidade da respectiva serventia extrajudicial: a) investidura, na função de oficial cartorário substituto, na forma da lei, b) contar, em 05 de outubro de 1988, com pelo menos 5 (cinco) anos de exercício de substituição na serventia cuja titularidade postula, e c) a ocorrência da vacância da titularidade da serventia até 05 de outubro de 1988. Diante dos dispositivos mencionados, o oficial substituto apenas faz jus à titularidade da respectiva serventia se preenchidos todos os requisitos estabelecidos pelo art. 208 da EC nº 22/88 durante a vigência da norma, ou seja, até o advento da Constituição Federal de 1988. A contar da vigência da Constituição de 1988, foi estabelecida a regra do concurso público para o ingresso na atividade notarial e de registro, regra esta de nível constitucional que exige o concurso público e revoga o artigo 208 da Carta Magna de 1967. A conclusão é a de que, a partir de outubro de 1988, não mais pode subsistir o critério de um serventuário venha a simplesmente receber a titularidade e a delegação do serviço, sem ser submetido a concurso público. No caso concreto, a vacância do cargo de titular somente ocorreu em plena vigência da regra do concurso, disposta na Carta de 1988. Não restam dúvidas de que o caso vertente se amolda a perfeição aos inúmeros precedentes do Supremo Tribunal Federal (RE 597416 AgR / PR, Rel. Min. EROS GRAU, DJ 22.05.2009, AgR-AI n. 654.228, Relator Min. GILMAR MENDES, DJe de 18.4.08AgR-RE n. 413.082, Relator Min. EROS GRAU, DJ de 5.5.06, RE 182.641, Rel. Min. OCTÁVIO GALLOTTI, DJ de 15.03.96), que reconhecem não haver direito adquirido com base no Art. 208, da Constituição pretérita para o Substituto à efetivação no cargo de Titular se a vacância deste se deu após a Constituição de 1988. Desse modo, com base na jurisprudência supramencionada, nego provimento à impugnação. Intime-se o impugnante.
  • 24/01/2010 · VAGO
    Essa Serventia foi declarada vaga, pois seu titular foi nomeado ou designado sem a devida aprovação em concurso público regular.

Fonte: Cadastro Nacional de Serventias e Justiça Aberta, do Conselho Nacional de Justiça; população do IBGE. Cadastro lido em 03/11/2026.