Assunção — PB · CNS 072306
Cartório de Assunção
Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais
Cartório de Assunção é uma serventia extrajudicial do município de Assunção (PB), com as atribuições de Tabelionato de Notas e Registro Civil das Pessoas Naturais. Seu código no Cadastro Nacional de Serventias (CNS) é 072306.
A situação jurídica registrada no CNJ é provido, com Jimenna Kelly Luiz de Oliveira como responsável.
No 1º semestre de 2026 declarou ao CNJ arrecadação de R$ 89.526 em 1.352 atos, 13,9% acima do mesmo semestre de 2025.
Assunção tem 4.423 habitantes (IBGE, 2026) e 1 serventia ativa no cadastro.
Cadastro
- CNS
- 072306
- Atribuições
- Tabelionato de Notas; Registro Civil das Pessoas Naturais
- Situação
- Ativa — provido
- Responsável
- Jimenna Kelly Luiz de Oliveira
- Substituto
- Mariana de Lima Santos
- Endereço
- Rua Tereza Balduino da Nobrega — Centro
- CEP
- 58685-000
- Município
- Assunção — Paraíba
- Telefone
- (83) 98209-0209
- CNPJ
- 44.420.531/0001-09
- Instalação
- 27/02/1959
- Informatizada
- Sim
- Equipe
- 3 pessoas (3 CLT)
Arrecadação por semestre
Valores declarados pela serventia ao CNJ no Justiça Aberta, em reais correntes (sem correção pela inflação).
| Semestre | Arrecadação | Atos | Repasses | Ao delegatário |
|---|---|---|---|---|
| 1º semestre de 2026 | R$ 89.526 | 1.352 | R$ 5.233 | R$ 84.293 |
| 2º semestre de 2025 | R$ 86.100 | 1.378 | R$ 5.725 | R$ 80.375 |
| 1º semestre de 2025 | R$ 78.602 | 1.364 | R$ 24.783 | R$ 53.819 |
| 2º semestre de 2024 | R$ 95.384 | 1.368 | R$ 12.951 | R$ 82.433 |
| 1º semestre de 2024 | R$ 62.504 | 1.701 | R$ 24.427 | R$ 38.077 |
| 2º semestre de 2023 | R$ 68.104 | 1.337 | R$ 24.126 | R$ 43.978 |
| 1º semestre de 2023 | R$ 41.757 | 2.014 | R$ 20.521 | R$ 21.237 |
| 2º semestre de 2022 | R$ 68.176 | 1.153 | R$ 11.400 | R$ 56.776 |
| 1º semestre de 2022 | R$ 32.090 | 1.114 | R$ 11.112 | R$ 20.978 |
| 2º semestre de 2021 | R$ 23.002 | 737 | R$ 10.125 | R$ 12.877 |
| 1º semestre de 2021 | R$ 15.670 | 1.685 | R$ 3.866 | R$ 11.804 |
| 2º semestre de 2020 | R$ 15.546 | 1.424 | R$ 10.193 | R$ 5.353 |
| 1º semestre de 2020 | R$ 9.975 | 915 | R$ 10.004 | -R$ 29 |
| 2º semestre de 2019 | R$ 14.050 | 1.212 | R$ 8.512 | R$ 5.538 |
| 1º semestre de 2019 | R$ 10.914 | 1.300 | R$ 8.456 | R$ 2.458 |
| 2º semestre de 2018 | R$ 15.371 | 1.951 | R$ 8.400 | R$ 6.971 |
| 1º semestre de 2018 | R$ 10.274 | 1.406 | R$ 8.371 | R$ 1.903 |
| 2º semestre de 2017 | R$ 10.823 | 1.831 | R$ 7.443 | R$ 3.380 |
| 1º semestre de 2017 | R$ 11.345 | 2.041 | R$ 7.265 | R$ 4.081 |
| 2º semestre de 2016 | R$ 8.638 | 1.564 | R$ 7.462 | R$ 1.176 |
| 1º semestre de 2016 | R$ 10.702 | 1.873 | R$ 7.416 | R$ 3.287 |
| 2º semestre de 2015 | R$ 10.870 | 2.082 | R$ 2.835 | R$ 8.035 |
| 1º semestre de 2015 | R$ 10.365 | 1.516 | R$ 2.313 | R$ 8.052 |
| 2º semestre de 2014 | R$ 10.489 | 1.529 | R$ 2.068 | R$ 8.420 |
| 1º semestre de 2014 | R$ 11.406 | 1.112 | R$ 988 | R$ 10.417 |
| 2º semestre de 2013 | R$ 8.234 | 1.340 | R$ 695 | R$ 7.539 |
| 1º semestre de 2013 | R$ 7.404 | 1.145 | R$ 0 | R$ 7.404 |
| 2º semestre de 2012 | R$ 6.162 | 804 | R$ 0 | R$ 6.162 |
| 1º semestre de 2012 | R$ 2.530 | 752 | R$ 0 | R$ 2.530 |
| 2º semestre de 2011 | R$ 4.785 | 973 | R$ 0 | R$ 4.785 |
| 1º semestre de 2011 | R$ 2.957 | 752 | R$ 0 | R$ 2.957 |
| 2º semestre de 2010 | R$ 2.959 | 814 | R$ 0 | R$ 2.959 |
| 1º semestre de 2010 | R$ 3.260 | 1.002 | R$ 0 | R$ 3.260 |
| 2º semestre de 2009 | R$ 2.479 | 647 | R$ 0 | R$ 2.479 |
| 1º semestre de 2009 | R$ 2.462 | 910 | R$ 0 | R$ 2.462 |
| 2º semestre de 2008 | R$ 2.115 | 671 | R$ 0 | R$ 2.115 |
| 1º semestre de 2008 | R$ 2.084 | 860 | R$ 0 | R$ 2.084 |
| 2º semestre de 2007 | R$ 2.486 | 705 | R$ 0 | R$ 2.486 |
| 1º semestre de 2007 | R$ 2.557 | 657 | R$ 0 | R$ 2.557 |
| 2º semestre de 2006 | R$ 3.700 | 1.114 | R$ 0 | R$ 3.700 |
| 2º semestre de 2005 | R$ 4.037 | 1.464 | R$ 0 | R$ 4.037 |
Decisões sobre a delegação
- 03/02/2022 · PROVIDOProvido por meio de Concurso de provas e títulos para concurso exclusivo do serviço extrajudicial
- 22/11/2021 · CONVERSÃO EM DILIGÊNCIAStatus alterado pela corregedoria estadual.
- 04/05/2021 · PROVIDOProvido por meio de Concurso de provas e títulos para concurso exclusivo do serviço extrajudicial
- 09/04/2021 · CONVERSÃO EM DILIGÊNCIAStatus alterado pela corregedoria estadual.
- 12/07/2010 · VAGOTrata-se de impugnação contra a inclusão da serventia extrajudicial da qual a requerente é responsável na Relação Provisória das serventias extrajudiciais consideradas vagas, conforme disposto no art. 2º da Resolução 80 do Conselho Nacional de Justiça. Da documentação acostada à impugnação, constata-se que a impugnante foi designada para exercer a função de Titular do Cartório do Registro Civil de Assunção-PB, em 07 de agosto de 1991. Junta documentos. É o relatório. Quanto à preliminar suscitada nesta impugnação, o poder-dever da Administração de rever seus próprios atos encontra-se expresso no art. 54 da Lei nº 9.784/99, que define o prazo-limite de 5 anos para que a Administração possa anular os atos administrativos. O prazo estabelecido no referido artigo não se aplica para a declaração de nulidade de ato administrativo ilegal, mas tão somente aos atos anuláveis. Há reiteradas decisões do C. Supremo Tribunal Federal no sentido de que na atual ordem constitucional a investidura na titularidade de unidade do serviço extrajudicial, cuja vacância tenha ocorrido após a promulgação da Constituição Federal de 1988, depende da realização de concurso público para fins específicos de delegação, inexistindo direito adquirido ao que dispunha o artigo 208 da Constituição Federal de 1967, na redação da EC 22/1982, quando a vaga ocorreu já na vigência da Constituição Federal de 1988 (RE 182641, 378347 e 566314, MS 27118 e 27104, Agravos de Instrumento 516427 e 743906, ADI 417-4, 363-1 e ADI/MC 4140-1, dentre outros). Portanto, a titularização em um serviço notarial extrajudicial vago após a vigência da Constituição Federal de 1.988, de pessoa que não prestou concurso público regular, é ato que se dá em clara afronta ao princípio republicano da impessoalidade e ao princípio da estrita legalidade administrativa. Pela intensidade do vício, a transformação do interino em titular de um serviço extrajudicial é ato nulo e não simplesmente anulável Oswaldo Aranha Bandeira de Mello, em sua obra "Princípios Gerais de Direito Administrativo", Forense, vol. I, 1ª edição, 1969, p. 576/579, traz a seguinte lição quanto à diferenciação entre atos administrativos nulos e anuláveis: "A invalidade decorre sempre da violação de uma norma jurídica, que faz acarretar essa conseqüência. Pressupõe a prática de ato administrativo contrário à lei, tendo em vista fatos contemporâneos à sua emanação, e, então, os seus efeitos ficam perturbados, ante essa anormalidade... Será nulo quanto à capacidade da pessoa se praticado o ato por pessoa jurídica sem atribuição, por órgão absolutamente incompetente, ou por agente usurpador da função. Será nulo quanto ao objeto, se ilícito ou impossível por ofensa frontal à lei, ou nele se verifique o exercício de direito de modo abusivo... Ao contrário, será simplesmente anulável, quanto à capacidade da pessoa, se praticado por agente incompetente, dentro do mesmo órgão especializado, uma vez o ato caiba, na hierarquia, ao superior. Outrossim, será tão-somente anulável o que padeça de vício de vontade decorrente de erro, dolo, coação moral ou simulação." Assim, designação posterior a 05 de outubro de 1988, que não seja decorrente de concurso público regular, só pode ter ocorrido a título precário, pouco importando o nome que lhe foi atribuído. Ainda que se entendesse que o ato irregular aqui analisado é anulável, há que se observar que a parte final do art. 54 da lei 9.784/1999 exclui os atos de má fé da proteção caracterizada pela decadência. A alteração do caráter da designação, de precária para definitiva, conforme pretende aquele que só pode ser considerado interino, caracteriza má fé incompatível com o princípio da segurança jurídica, cujo fundamento é proteger a confiança que se deposita no direito e no que é direito. O prazo decadencial de 05 anos para o desfazimento da irregularidade, portanto, tem por termo inicial o momento em que foi caracterizada a inversão do ânimo da posse por aquele que se julga dono do cartório, ou seja, a partir do momento em que o interino revelou, nesta impugnação, verdadeiro animus domini sobre serviço público que após a vigência da CF/1988 somente pode ser delegado por concurso público. O serviço pertence ao Estado e não a um particular nomeado com inobservância ao princípio da impessoalidade. A Ministra Ellen Gracie no MS28386 MC/DF, publicado em 01.12.2009, ressalva que situações flagrantemente inconstitucionais como a remoção, por permuta entre notários e/ou registradores, sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/99, sob pena de subversão das determinações insertas na Lei Maior do País, a Constituição Federal. O Ministro Joaquim Barbosa no MS 28373 MC/DF, em decisão publicada em 27.10.2009, asseverou que Em relação à alegada decadência do direito de revisão do ato de titularização pelo Conselho Nacional de Justiça, não está completamente afastado o caráter continuado da relação jurídica cujo ato normativo que lhe dava amparo foi tido por inválido. De fato, o exercício da atividade notarial se renova no tempo, de modo a criar constante tensão com normas constitucionais de regência, como a vinculação do acesso ao cargo mediante concurso público. Ademais, o novo Regimento Inte o do CNJ, que tem por fundamento o § 2º do Art. 5º da EC 45/2004, ressalva expressamente a inaplicabilidade do prazo decadencial de cinco anos quando o ato examinado afrontar diretamente a Constituição Federal (RICNJ, art. 91, parágrafo único). Pelo exposto, rejeito a prejudicial suscitada. Quanto à efetivação da titularidade na serventia, a atual Constituição Federal, em outubro de 1988, dispôs: "Art. 236 - Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por delegação do Poder Público. (....) Parágrafo 3º - O ingresso na atividade notarial depende de concurso público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou remoção, por mais de seis meses." A contar da vigência da Constituição de 1988, foi estabelecida a regra do concurso público para o ingresso na atividade notarial e de registro. A conclusão é a de que, a partir de outubro de 1988, não mais pode subsistir o critério que inobserve o princípio constitucional da impessoalidade do art. 37 da CF, ou seja, não se admite que alguém venha a simplesmente receber a titularidade e a delegação do serviço, sem ser submetido a concurso público. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que após a promulgação da Constituição Federal de 1988, o ingresso na atividade notarial e de registro ocorre apenas pela via única e exclusiva do concurso público, nos termos do § 3º do seu Art. 236 (AI 750519 AgR, Relator: Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 20/10/2009, DJe-213 13-11-2009, RE 252313 AgR, Relator: Min. CEZAR PELUSO, Primeira Turma, julgado em 09/05/2006, DJ 02-06-2006 pp-00012, AgR-RE n. 413.082, Rel. Min. Eros Grau, DJ 5.5.06, RE 182.641/SP, Rel. Min. Otávio Gallotti, DJ 15.3.1996, AgR-RE 302.739/RS, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 26.4.2002, AgR-RE 541.408-2/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 14.8.09). Com efeito, não há que se falar em direito adquirido à efetivação no cargo de Titular da serventia se o provimento se deu após a Constituição de 1988, sem a ocorrência de certame público. Diante do exposto, e em cumprimento a expressa atribuição constitucional (Art. 103-B, § 4º, II) no sentido de que compete ao Conselho Nacional de Justiça zelar pelos princípios que regem a administração pública (dentre eles o da impessoalidade), nego provimento à impugnação. Intime-se a impugnante.
- 24/01/2010 · VAGOEssa Serventia foi declarada vaga, pois seu titular foi nomeado ou designado sem a devida aprovação em concurso público regular.
Fonte: Cadastro Nacional de Serventias e Justiça Aberta, do Conselho Nacional de Justiça; população do IBGE. Cadastro lido em 03/11/2026.