São José do Rio Claro — MT · CNS 064352

Cartório do 2º Ofício de São José do Rio Claro

Tabelionato de Notas, Protesto de Títulos, Registro Civil das Pessoas Naturais e Registro Civil das Pessoas Jurídicas

Cartório do 2º Ofício de São José do Rio Claro é uma serventia extrajudicial do município de São José do Rio Claro (MT), com as atribuições de Tabelionato de Notas, Protesto de Títulos, Registro Civil das Pessoas Naturais e Registro Civil das Pessoas Jurídicas. Seu código no Cadastro Nacional de Serventias (CNS) é 064352.

A situação jurídica registrada no CNJ é vago, com Heraldo Kiefer como responsável.

No 1º semestre de 2026 declarou ao CNJ arrecadação de R$ 748.858 em 10.769 atos, 19,2% acima do mesmo semestre de 2025.

É a 2ª maior arrecadação entre as 2 serventias do município que declararam esse semestre.

São José do Rio Claro tem 14.250 habitantes (IBGE, 2026) e 2 serventias ativas no cadastro.

R$ 748,9 mil
Arrecadação — 1S2026
R$ 748.858, declarada ao CNJ
10,8 mil
Atos — 1S2026
10.769
+19,2%
Contra o ano anterior
1S2026 sobre 1S2025
2º de 2
Em São José do Rio Claro
Arrecadação no 1S2026

Cadastro

CNS
064352
Atribuições
Tabelionato de Notas; Protesto de Títulos; Registro Civil das Pessoas Naturais; Registro Civil das Pessoas Jurídicas
Situação
Ativa — vago
Responsável
Heraldo Kiefer
Substitutos
Meirilaine Campos Barbosa Bispo e Leticia Gabrielly dos Santos Silva
Endereço
Avenida Argentina — Centro
CEP
78435-000
Município
São José do Rio Claro — Mato Grosso
Telefone
(65) 98478-1337
CNPJ
37.083.709/0001-08
Instalação
21/11/1979
Informatizada
Sim
Equipe
9 pessoas (9 CLT)

Arrecadação por semestre

Valores declarados pela serventia ao CNJ no Justiça Aberta, em reais correntes (sem correção pela inflação).

SemestreArrecadaçãoAtosRepassesAo delegatário
1º semestre de 2026R$ 748.85810.769R$ 68.683R$ 680.175
2º semestre de 2025R$ 733.05311.101R$ 22.033R$ 711.020
1º semestre de 2025R$ 628.45011.054R$ 162.020R$ 466.430
2º semestre de 2024R$ 665.11911.761R$ 223.619R$ 441.500
1º semestre de 2024R$ 630.72712.687R$ 196.380R$ 434.348
2º semestre de 2023R$ 672.94512.968R$ 241.008R$ 431.937
1º semestre de 2023R$ 563.52813.482R$ 180.261R$ 383.267
2º semestre de 2022R$ 719.48213.187R$ 314.267R$ 405.214
1º semestre de 2022R$ 608.29813.657R$ 238.819R$ 369.478
2º semestre de 2021R$ 631.35115.893R$ 245.885R$ 385.465
1º semestre de 2021R$ 469.84217.219R$ 112.762R$ 357.080
2º semestre de 2020R$ 514.87616.356R$ 171.732R$ 343.145
1º semestre de 2020R$ 337.37014.067R$ 103.615R$ 233.756
2º semestre de 2019R$ 406.68514.707R$ 88.682R$ 318.004
1º semestre de 2019R$ 285.32412.899R$ 68.342R$ 216.982
2º semestre de 2018R$ 286.71514.249R$ 61.697R$ 225.018
1º semestre de 2018R$ 354.69314.773R$ 79.762R$ 274.931
2º semestre de 2017R$ 327.59215.925R$ 72.268R$ 255.324
1º semestre de 2017R$ 303.82614.364R$ 67.403R$ 236.423
2º semestre de 2016R$ 369.43214.480R$ 81.764R$ 287.668
1º semestre de 2016R$ 351.56615.527R$ 78.708R$ 272.858
2º semestre de 2015R$ 384.89414.638R$ 79.753R$ 305.141
1º semestre de 2015R$ 339.01915.189R$ 71.625R$ 267.394
2º semestre de 2014R$ 374.05213.794R$ 78.570R$ 295.481
1º semestre de 2014R$ 377.88615.062R$ 78.660R$ 299.226
2º semestre de 2013R$ 323.16514.161R$ 0R$ 323.165
1º semestre de 2013R$ 285.30413.141R$ 0R$ 285.304
2º semestre de 2012R$ 240.33411.888R$ 0R$ 240.334
1º semestre de 2012R$ 235.76013.602R$ 0R$ 235.760
2º semestre de 2011R$ 178.0229.912R$ 0R$ 178.022
1º semestre de 2011R$ 222.24014.482R$ 0R$ 222.240
2º semestre de 2010R$ 175.02313.218R$ 0R$ 175.023
1º semestre de 2010R$ 165.02512.571R$ 0R$ 165.025
2º semestre de 2009R$ 136.18612.215R$ 0R$ 136.186
1º semestre de 2009R$ 190.44010.458R$ 0R$ 190.440
2º semestre de 2008R$ 181.19012.895R$ 0R$ 181.190
1º semestre de 2008R$ 173.01312.402R$ 0R$ 173.013
2º semestre de 2007R$ 131.49212.962R$ 0R$ 131.492
1º semestre de 2007R$ 011.965R$ 0R$ 0
2º semestre de 2006R$ 022.845R$ 0R$ 0
2º semestre de 2005R$ 019.614R$ 0R$ 0

Decisões sobre a delegação

  • 20/08/2014 · VAGO
    Essa Serventia foi irregularmente provida após 05/10/1988 com base no artigo 208 da CF, por isso foi declarada vaga.
  • 10/02/2014 · VAGO
    MS 29.783 DISTRITO FEDERAL. DECISÃO: Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, contra decisão do Conselho Nacional de Justiça que declarou a vacância do cargo que a parte impetrante ocupa no 2º Ofício de São José do Rio Claro/MT. Diante do exposto, nego seguimento ao pedido (art. 21, § 1º do RISTF), ficando revogada a decisão que deferiu o pedido liminar e prejudicado o recurso pendente. (...).
  • 25/02/2011 · PENDÊNCIA JUDICIAL CAPAZ DE AFASTAR A ANÁLISE DO CASO PELO CNJ
    Trata-se do Ofício n.º 16/2010 GAB/CGJ (evento 5, INF18), encaminhado pela Corregedoria Geral da Justiça do Estado de Mato Grosso, no qual, atendendo solicitação da Corregedoria Nacional de Justiça (evento 6730 – PP 384-41.2010), apresenta informações (INF19, INF20 e INF21) acerca do histórico do Sr. João Gentil Kuhn no desempenho da atividade notarial e registral junto ao Cartório do 2º Ofício de São José do Rio Claro/MT (CNS 06.435-2). No caso, considerando a existência de demanda judicial (MS STF 29.783) capaz de afastar a análise do caso pelo CNJ, neste momento, passo a considerar prejudicado o exame dos citados documentos. Mantenha-se a serventia na relação de serventias com pendência judicial, nos termos da decisão/evento 14715 (PP CNJ 384-41.2010).
  • 16/01/2011 · PENDÊNCIA JUDICIAL CAPAZ DE AFASTAR A ANÁLISE DO CASO PELO CNJ
    Em face da concessão de medida liminar no Mandado de Segurança nº 29.783, migre-se o Cartório do 2º Ofício de São José do Rio Claro - MT (CNS 06.435-2) da relação de serventia vagas para a relação de serventias com pendência judicial.
  • 07/11/2010 · CONVERSÃO EM DILIGÊNCIA
    Em 27/07/2010, foi interposto, por João Gentil Kuhn, o primeiro recurso administrativo referente ao Cartório do 2º Ofício de São José do Rio Claro/MT, CNS 06.435-2(evento 5602), já apreciado, no qual se negou seguimento ao entendimento de ser manifestamente incabível (evento 9079). O requerente renova pedido de reconsideração da decisão proferida em 12 de julho de 2010. Alega a igualdade de situação para com o Cartório de Paz e Notas de Cruzeiro D"Oeste/MT no qual, após analise da documentação (e-6506), verificou-se que o atual responsável pela serventia retro foi designado ainda no ano de 1982 como Tabelião do Serviço Notarial Extrajudicial. Revendo os autos do Pedido de Providência nº 0000384-41.2010.2.00.0000, eventos 8639 e 9633, verifica-se que, pela Portaria 11/1979, de 19 de novembro de 1979, o atual responsável pela serventia foi designado Escrivão de Paz “ad hoc”, sendo que em 17/06/1981, conforme Portaria n.º 07/81, foi designado Titular do Cartório do 2º Ofício de São José do Rio Claro/MT, criado pela Lei Estadual n.º 4.261/79, momento em que prestou compromisso e apresentou os documentos exigidos por lei. Ocorre que na decisão de 17/10/2010 (evento 11.859), foi determinada a conversão do feito em diligência para a colheita de informações junto à Corregedoria Geral de Justiça do Mato Grosso. A par disso, aguarde-se a apresentação das informações solicitada na decisão constante do evento 11859. Após, reto em conclusos.
  • 07/11/2010 · CONVERSÃO EM DILIGÊNCIA
    Trata-se de manifestação (evento 10552) apresentada pelo responsável pelo Cartório do 2º Ofício de São José do rio Claro/MT (CNS 06.435-2), na qual requer a reconsideração da decisão que considerou vaga a citada serventia. Na decisão constante do evento 11859, foi determinada a conversão do feito em diligência para a colheita de maiores informações junto ao TJMT, que ainda não se manifestou. A par disso, aguarde-se a apresentação das informações solicitadas junto ao TJMT. Após, reto em conclusos para apreciação. Intime-se a parte interessada. Os documentos poderão ser examinados na página eletrônica de consulta processual do CNJ.
  • 17/10/2010 · CONVERSÃO EM DILIGÊNCIA
    Em 27/07/2010, foi interposto, por João Gentil Kuhn, o primeiro recurso administrativo referente ao Cartório do 2º Ofício de São José do Rio Claro/MT, CNS 06.435-2(evento 5602), já apreciado, no qual se negou seguimento ao entendimento de ser manifestamente incabível (evento 9079). No evento 6730, o requerente insiste na reconsideração da decisão proferida em 12 de julho de 2010. Alega a igualdade de situação com a Serventia do Cartório do 1º Ofício Extrajudicial de Coroatá/MA na qual, após análise da documentação, verificou-se que o atual responsável pela serventia foi designado em 28 de junho de 1984, para o cargo de Escrivão do Serviço Notarial Extrajudicial. O interessado foi designado para as funções de Escrivão de Paz da sede do Município de São José do Rio Claro, criado pela Lei Estadual nº 4.261, de 29/12/79, em 1981. Oficie-se à Corregedoria Geral de Justiça do Mato Grosso para que informem, em 10 dias, desde que ano a escrivania de paz em análise acumula serviço de notas, protestos, registro de títulos e documentos e registro das pessoas jurídicas. Dê-se ciência ao requerente. Cópia do presente servirá como ofício.
  • 06/09/2010 · VAGO
    Trata-se de recurso interposto contra decisão publicada em 12/07/2010 e que não classificou o Cartório do 2º Ofício de São José do Rio Claro/MT, CNS 06.435-2 (evento 5602) dentre aqueles regularmente providos. É o relatório. 1. A fim de dar cumprimento à delegação explicitada na Resolução n.º 80 do Conselho Nacional de Justiça, e no uso das atribuições constitucionais e regimentais atribuídas ao Corregedor Nacional de Justiça, proferi 14.964 decisões individualizadas sobre a situação dos serviços extrajudiciais do País, conforme publicação efetivada em 12/07/2010 no Diário de Justiça Eletrônico, 1.1 Diante da extensão do caso foram publicadas cinco listas com as decisões pertinentes à situação de cada serviço extrajudicial, 1.2 A primeira lista explicita os 7.675 serviços considerados providos, incluídos 1.861 cartórios que foram considerados vagos na relação provisória de vacâncias e que após o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa foram reclassificados para a condição de providos. A segunda é a lista dos serviços vagos (5.561), assim entendidos aqueles que estão sob a responsabilidade de interinos. A terceira lista traz os serviços excluídos de apreciação final em decorrência da judicialização do objeto da análise (470). A quarta lista explicita aqueles serviços cuja existência somente foi constatada após a requisição de novas informações aos Tribunais de Justiça e o cotejo feito entre os cadastros do CNJ, Ministério da Justiça e INSS/DATAPREV (1105). A última lista traz 153 serviços extrajudiciais não cadastrados junto aos Tribunais de Justiça ou ao CNJ, e cuja regularidade é objeto de diligências em curso junto à Corregedoria Nacional, 1.3 Em cada decisão consta a respectiva fundamentação e o número do evento no qual está a impugnação do interessado e/ou a documentação analisada no caso concreto, 1.4 Os eventos referidos nas decisões estão inseridos no processo eletrônico n. 38.441, do Conselho Nacional de Justiça, 1.5 Em conseqüência das constatações efetivadas foi proferida decisão explicitando os efeitos das decisões, inclusive quanto ao limite máximo da remuneração daqueles que respondem interinamente por serviços extrajudiciais. 2. A Resolução n. 80 do CNJ, nos seus artigos 1º e 2º, dita que: “Art. 1°. É declarada a vacância dos serviços notariais e de registro cujos atuais responsáveis não tenham sido investidos por meio de concurso público de provas e títulos específico para a outorga de delegações de notas e de registro, na forma da Constituição Federal de 1988, § 1º Cumprirá aos respectivos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios elaborar lista das delegações vagas, inclusive aquelas decorrentes de desacumulações, encaminhando-a à Corregedoria Nacional de Justiça, acompanhada dos respectivos títulos de investidura dos atuais responsáveis por essas unidades tidas como vagas, com a respectiva data de criação da unidade, no prazo de quarenta e cinco dias. § 2º No mesmo prazo os tribunais elaborarão uma lista das delegações que estejam providas segundo o regime constitucional vigente, encaminhando-a, acompanhada dos títulos de investidura daqueles que estão atualmente respondendo por essas unidades como delegados titulares e as respectivas datas de suas criações. Art. 2º. Recebidas as listas encaminhadas pelos tribunais, na forma do artigo 1º e seus parágrafos, a Corregedoria Nacional de Justiça organizará a Relação Provisória de Vacâncias, das unidades vagas em cada unidade da federação, publicando-as oficialmente a fim de que essas unidades sejam submetidas a concurso público de provas e títulos para outorga de delegações. Parágrafo único - No prazo de 15 (quinze), a contar da sua ciência, poderá o interessado impugnar a inclusão da vaga na Relação Provisória de Vacâncias, cumprindo à Corregedoria Nacional de Justiça decidir as impugnações, publicando as decisões e a Relação Geral de Vacâncias de cada unidade da federação.” 2.1 O artigo 5º, § 2º, da Emenda Constitucional n. 45, por sua vez, estabelece: “Até que entre em vigor o Estatuto da Magistratura, o Conselho Nacional de Justiça, mediante resolução, disciplinará seu funcionamento e definirá as atribuições do Ministro-Corregedor”. 2.2. O Regimento Inte o do Conselho Nacional de Justiça, na redação da Emenda Regimental n. 1, de 09 de março de 2010, assim dispõe em seu art. 115: “Art. 115. A autoridade judiciária ou o interessado que se considerar prejudicado por decisão do Presidente, do Corregedor Nacional de Justiça ou do Relator poderá, no prazo de cinco (5) dias, contados da sua intimação, interpor recurso administrativo ao Plenário do CNJ. § 1º¹ São recorríveis apenas as decisões monocráticas terminativas de que manifestamente resultar ou puder resultar restrição de direito ou prerrogativa, determinação de conduta ou anulação de ato ou decisão, nos casos de processo disciplinar, reclamação disciplinar, representação por excesso de prazo, procedimento de controle administrativo ou pedido de providências ( destaquei)”. 3. Ao praticar ato por delegação do plenário que integra, o Corregedor Nacional agiu em nome do próprio colegiado, circunstância que afasta a natureza monocrática de sua decisão, 3.1 A ratio essendi da Resolução n. 80 do CNJ foi explicitar a uniformização do entendimento do colegiado sobre os múltiplos litígios que aportavam no Conselho Nacional de Justiça e tinham por objeto o serviço extrajudicial. Em busca dessa mesma uniformidade, nas sessões do CNJ de 09/09/2009 e 15/12/2009 o plenário deliberou de forma a preservar a harmonização, circunstância que culminou com a redistribuição de dezenas de processos relativos ao tema da Resolução nº 80 para esta Corregedoria Nacional, 3.2 O processamento de grande número de recursos individuais, e sua distribuição aleatória aos Srs. Conselheiros, implicaria em ilógico retrocesso, pois iniciaria novo ciclo de decisões de cunho difuso e afrontaria a razão de ser da Resolução 80 e da delegação contida no parágrafo único do seu artigo 2º. 4. Ante o exposto, nos termos do art. 25, IX, do Regimento Inte o do Conselho Nacional de Justiça, nego seguimento ao presente recurso por ser manifestamente incabível. Dê-se ciência ao recorrente. Cópia da presente servirá como ofício.
  • 12/07/2010 · VAGO
    DECISÃO Trata-se de impugnação contra a Relação Provisória de Vacância da Corregedoria Nacional de Justiça, elaborada nos termos do Parágrafo Único, do Art. 2º, da Resolução 80, do Conselho Nacional de Justiça. Alega o requerente que seu direito adquirido está alcançado pelo Art. 19, ADCT da Constituição de 88. Invoca, ainda, a ocorrência da decadência do direito de a Administração declarar a nulidade do ato administrativo. Juntou documentos. É o relatório. O poder-dever da Administração de rever seus próprios atos encontra-se expresso no art. 54 da Lei nº 9.784/99, que define o prazo-limite de 5 anos para que a Administração possa anular os atos administrativos. O prazo estabelecido no referido artigo não se aplica para a declaração de nulidade de ato administrativo ilegal, mas tão somente aos atos anuláveis. Há reiteradas decisões do C. Supremo Tribunal Federal no sentido de que na atual ordem constitucional a investidura na titularidade de unidade do serviço extrajudicial, cuja vacância tenha ocorrido após a promulgação da Constituição Federal de 1988, depende da realização de concurso público para fins específicos de delegação, inexistindo direito adquirido ao que dispunha o artigo 208 da Constituição Federal de 1967, na redação da EC 22/1982, quando a vaga ocorreu já na vigência da Constituição Federal de 1988 (RE 182641, 378347 e 566314, MS 27118 e 27104, Agravos de Instrumento 516427 e 743906, ADI 417-4, 363-1 e ADI/MC 4140-1, dentre outros). Portanto, a titularização em um serviço notarial extrajudicial vago após a vigência da Constituição Federal de 1.988, de pessoa que não prestou concurso público regular, é ato que se dá em clara afronta ao princípio republicano da impessoalidade e ao princípio da estrita legalidade administrativa. Pela intensidade do vício, a transformação do interino em titular de um serviço extrajudicial é ato nulo e não simplesmente anulável Oswaldo Aranha Bandeira de Mello, em sua obra "Princípios Gerais de Direito Administrativo", Forense, vol. I, 1ª edição, 1969, p. 576/579, traz a seguinte lição quanto à diferenciação entre atos administrativos nulos e anuláveis: "A invalidade decorre sempre da violação de uma norma jurídica, que faz acarretar essa conseqüência. Pressupõe a prática de ato administrativo contrário à lei, tendo em vista fatos contemporâneos à sua emanação, e, então, os seus efeitos ficam perturbados, ante essa anormalidade... “Será nulo quanto à capacidade da pessoa se praticado o ato por pessoa jurídica sem atribuição, por órgão absolutamente incompetente, ou por agente usurpador da função. Será nulo quanto ao objeto, se ilícito ou impossível por ofensa frontal à lei, ou nele se verifique o exercício de direito de modo abusivo... Ao contrário, será simplesmente anulável, quanto à capacidade da pessoa, se praticado por agente incompetente, dentro do mesmo órgão especializado, uma vez o ato caiba, na hierarquia, ao superior. Outrossim, será tão-somente anulável o que padeça de vício de vontade decorrente de erro, dolo, coação moral ou simulação." Assim, designação posterior a 05 de outubro de 1988, que não seja decorrente de concurso público regular, só pode ter ocorrido a título precário, pouco importando o nome que lhe foi atribuído. Ainda que se entendesse que o ato irregular aqui analisado é anulável, há que se observar que a parte final do art. 54 da lei 9.784/1999 exclui os atos de má fé da proteção caracterizada pela decadência. A alteração do caráter da designação, de precária para definitiva, conforme pretende aquele que só pode ser considerado interino, caracteriza má fé incompatível com o princípio da segurança jurídica, cujo fundamento é proteger a confiança que se deposita no direito e no que é direito. O prazo decadencial de 05 anos para o desfazimento da irregularidade, portanto, tem por termo inicial o momento em que foi caracterizada a inversão do ânimo da posse por aquele que se julga “dono do cartório”, ou seja, a partir do momento em que o interino revelou, nesta impugnação, verdadeiro animus domini sobre serviço público que após a vigência da CF/1988 somente pode ser delegado por concurso público. O serviço pertence ao Estado e não a um particular nomeado com inobservância ao princípio da impessoalidade. A Ministra Ellen Gracie no MS28386 MC/DF, publicado em 01.12.2009, ressalva que “situações flagrantemente inconstitucionais como a remoção, por permuta entre notários e/ou registradores, sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/99, sob pena de subversão das determinações insertas na Lei Maior do País, a Constituição Federal.” O Ministro Joaquim Barbosa no MS 28373 MC/DF, em decisão publicada em 27.10.2009, asseverou que “Em relação à alegada decadência do direito de revisão do ato de titularização pelo Conselho Nacional de Justiça, não está completamente afastado o caráter continuado da relação jurídica cujo ato normativo que lhe dava amparo foi tido por inválido. De fato, o exercício da atividade notarial se renova no tempo, de modo a criar constante tensão com normas constitucionais de regência, como a vinculação do acesso ao cargo mediante concurso público”. Ademais, o novo Regimento Inte o do CNJ, que tem por fundamento o § 2º do Art. 5º da EC 45/2004, ressalva expressamente a inaplicabilidade do prazo decadencial de cinco anos quando o ato examinado afrontar diretamente a Constituição Federal (RICNJ, art. 91, parágrafo único). No mais, analisada a documentação encaminhada, verifica-se que, conquanto o requerente tenha apresentado declaração regular de estabilidade fundada no art. 19 do ADCT, não há que se cogitar da efetivação na titularidade do serviço extrajudicial. A efetividade corresponde a um atributo de parte dos cargos públicos criados por lei, sendo certo que aqueles ocupam tais unidades em decorrência de aprovação em concurso público podem adquirir a estabilidade, depois de preenchidos os requisitos constitucionais. Excepcionalmente o art. 19, ADCT garantiu estabilidade em tal situação. Titular ou interino de serviço extrajudicial não ocupa cargo público. A respeito do tema, quando analisou a questão sob a luz do art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, o C. Supremo Tribunal Federal decidiu em julgado de 03/11/2005, relator o Ministro Eros Grau (RE 416420) : “A estabilidade conferida pelo Art. 19 do ADCT não atinge o recorrente, vez que o benefício somente alcançou servidores públicos da Administração direta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, das autarquias e das fundações em exercício há pelo menos cinco anos antes da de publicada a Constituição do Brasil”. No mesmo sentido: RE nº 388.589, Rel. Min. ELLEN GRACIE, DJ de 06,08.04, AI 466848 / MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 17.12.2009, AI 516427 AgR / MG, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJ 27/04/2006, MS 28081/DF, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 05.02.2010, AI 464779/MG, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ 18.11.2009. Ante o exposto, e em cumprimento da atribuição constitucional de também zelar pela observância do art. 37 da Constituição Federal (Art. 103-B, § 4º, II, da CF), nego provimento a impugnação. Intime-se.
  • 24/01/2010 · VAGO
    Essa Serventia foi declarada vaga em razão de declaração irregular de estabilidade fundada em norma inaplicável ao serviço extrajudicial (art. 19 do ADCT).

Outras serventias em São José do Rio Claro

Fonte: Cadastro Nacional de Serventias e Justiça Aberta, do Conselho Nacional de Justiça; população do IBGE. Cadastro lido em 03/11/2026.